Como implementar uma política de incentivos na sua empresa?

Por: Redação Otimiza Benefícios

 

Ter ou não uma política de incentivo pode fazer toda a diferença na hora de uma contratação.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Catho, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é o segundo benefício mais desejado por um candidato que concorre à uma vaga de emprego.

Além de ser uma ótima forma de atrair talentos, uma política de incentivo é uma boa maneira de manter seus colaboradores motivados e focados.

Através de uma política de incentivos, uma empresa pode conquistar aumento da produtividade, maior engajamento entre os colaboradores e melhoria do ambiente interno.

Embora uma política de incentivos seja uma estratégia que traz inúmeros resultados para uma empresa, muitas companhias acabam não implementando uma, simplesmente por não saberem como fazer.

Se este é o caso da sua empresa, vale a pena conferir algumas dicas que preparamos!

 

Política de incentivos – O que é?

Uma política de incentivos nada mais é do que um modelo de remuneração variável, baseado na recompensa.

Isso significa que, caso o colaborador atinja determinadas metas pré-fixadas pela empresa, ele terá o direito de receber um pagamento extra salarial de acordo com os resultados alcançados.

Ao instituir uma política de investimentos, a maioria das empresas opta ou pelo PLR ou pela bonificação.

Embora a lógica dessas políticas de incentivo seja praticamente a mesma, existem diferenças consideráveis entre elas, que vale a pena conhecer.

 

Bônus X PLR

A PLR é um programa de incentivos de curto prazo previsto na legislação.

Este tipo de política de incentivos precisa ser aplicável a todos os funcionários e deve ser planejado de acordo com os lucros e em outros resultados.

Desta maneira, o aumento de vendas, a diminuição de faltas ou outros critérios também podem ser levados em conta na hora de estabelecer o PLR.

A principal vantagem para a empresa ao criar um PLR é que sobre o valor não incidem encargos trabalhistas ou tributários.

Isso significa que a empresa pode desonerar a folha de pagamento.

Porém, para implementar um PLR é necessário instituir uma comissão de funcionários, bem como, negociar com o sindicato.

As regras do PLR devem ser objetivas e os colaboradores devem ter clareza sobre o valor que podem receber.

O pagamento, por sua vez, pode ser feito em até duas vezes ao ano, caso haja o cumprimento das metas.

E, como ele não substitui uma remuneração fixa, o PLR deve ser sempre acompanhado de um salário.

No caso do bônus, a lógica é a mesma.

No entanto, as regras podem ser criadas pela empresa sem a necessidade de negociação junto ao sindicato.

Também não é preciso que todos os funcionários façam parte do programa.

No caso do bônus como não existe a negociação junto ao sindicato, é fundamental que a empresa elabore um contrato estabelecendo as regras junto aos colaboradores.

Isso é essencial tanto para os colaborares quanto para a proteção da própria empresa, caso existam desentendimentos.

 

Dicas para elaborar uma política de benefícios

Elaborar uma política de benefícios pode ser algo muito simples ou muito complexo.

Isso depende muito da clareza da empresa sobre o que precisa ser melhorado, bem como, o impacto das melhorias sobre o seu faturamento.

 

Antes de elaborar uma boa política de benefícios vale a pena considerar alguns pontos:

 

1-      Crie regras simples e objetivas

Se você quer criar uma política de benefícios efetiva, nada de criar regras complicadas.

Quanto mais simples, diretas e objetivas forem as regras, melhor o engajamento dos colaboradores.

É preciso ser exato, do tipo, caso o colaborador atinja X, ele recebe Y.

Tudo o que vai além disso, pode criar rodeios, dúvida e, pior, desentendimentos.

 

2-      Vincule as regras à produtividade

Em um mercado bastante dinâmico, a maioria das empresas já percebeu que a produtividade se transformou em um diferencial competitivo.

Por outro lado, em uma sociedade cheia de informação e distrações, o que não faltam são colaboradores improdutivos e insatisfeitos.

Por estes motivos, criar uma política de incentivos baseada em metas de produtividade é uma excelente maneira de ter resultados diretos.

Para quem pretende ir por esse caminho, contudo, é importante tomar alguns cuidados.

Incentivar que os colaboradores fiquem mais horas na empresa, pode até aumentar a produtividade, porém, isso pode gerar o pagamento de horas extras, por exemplo.

A dica é criar metas tangíveis, mas que não afetem ou onerem a empresa com outros encargos, como os trabalhistas, por exemplo.

 

3-      Crie metas baseadas em ações diretas

Um grande problema das políticas de incentivo é que, muitas vezes, as metas estabelecidas são abrangentes e não estão diretamente relacionadas com a atividade do colaborador.

Assim, o colaborador não tem claro para si, quais são as atitudes que deve realizar para contribuir para o alcance de metas.

Isso, em vez de gerar motivação e resultados, acaba promovendo justamente o oposto.

Ou você acha que o TI da sua empresa pode colaborar com o aumento de vendas se ele sequer fala com os clientes?

Uma boa dica é criar metas baseadas nas atividades de cada setor.

Mesmo que elas sejam diferentes entre si, a chance do engajamento e dos resultados são ainda maiores.

 

4-      Incentive a inovação

Um dos maiores desafios das empresas hoje é a inovação.

Isso porque, a maioria das empresas não tem tempo de estudar, planejar e até repensar alternativas.

Porém, muitas vezes os próprios colaboradores sabem mais sobre as falhas e problemas da empresa e podem ajudar a melhorar e inovar em inúmeras questões do dia a dia.

Encorajar esse tipo de atitude através de uma política de incentivos é uma ótima maneira de engajar seus colaboradores.

Quando eles se sentem úteis e sabem que podem contribuir para a melhoria do negócio, o comprometimento e os resultados costumam surgir quase que naturalmente.

 

5-      Cumpra com o combinado

Criar uma política de incentivos é algo que pode ser extremamente positivo e gerar resultados.

Porém, não ouse deixar de cumprir com o combinado.

Deixar de pagar a remuneração prometida, ou mesmo atrasar, pode gerar descrédito, desconfiança e até problemas na Justiça.

Por isso é fundamental que a empresa se prepare e saiba exatamente quais são as metas, os impactos, os resultados e suas capacidades de cumprir com o acordo.

 

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